Fake News

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Fonte Imagem: Pixabay

Atualmente, vivemos no mundo da pós-verdade, da propagação das notícias falsas, em um nível cibernético, alucinante. Entretanto, a “fofoca” não é novidade.

Quem não se lembra das comadres nas janelas, a reparar nos vizinhos e de quem elas podiam desfiar histórias malcriadas e fantásticas a meia voz?  E daquele jogo de infância, o telefone sem fio, em que os termos sussurrados se desmantelavam, na medida em que passavam por cada um, em interpretações curiosas de uma boca ao ouvido seguinte?

Em minha adolescência, muito antes da internet, um professor convidou cinco colegas a saírem da sala de aula, para que não vissem um quadro que seria exposto ao restante da turma. Todos os que ficamos na sala olhamos a imagem com a máxima atenção, reparando nos detalhes e tentando memorizar o maior número de informações. Depois, o professor guardou o quadro e pediu a um dos alunos que estava fora da sala que entrasse. Um de nós foi escolhido para descrever a imagem. Em seguida, outro aluno que estava fora da sala foi convidado a entrar e escutou a descrição do primeiro, e assim por diante. Nós, que havíamos visto o quadro, ficamos estupefatos! Não era a mesma imagem que havíamos visto! O quadro se transformara. A imaginação e a troca das informações verbais de uma pessoa para outra alteraram completamente o conteúdo da imagem.

Na época da Rússia czarista, para insuflar o antissemitismo, o Czar Nicolau II encomendou um texto, Os Protocolos dos Sábios de Sião, que versava sobre um complô judaico para dominar o mundo, texto sem qualquer fundamento, com a única intenção de tornar o povo judeu um inimigo da civilização. O texto ainda causa polêmica.

Em outubro de 1938, Orson Welles transmitiu a notícia pela rádio CBS dos Estados Unidos de que marcianos tinham invadido a Terra, causando pânico entre os milhões de ouvintes.

Hoje, nós nos preocupamos com as “Fake News” veiculadas na internet. Enxurradas de notícias falsas que circulam pelas mídias sociais.  Ao serem replicadas, mensagens e compartilhamentos para milhões de seguidores, as “Fake News” ganham proporções fantásticas e em geral deixam os entrevistados, que compartilharam em suas redes sociais desavisadamente, mortos de vergonha.

É essencial, portanto, ter cuidado com a veracidade das informações.

São dois os maiores tipos de propagadores de notícias falsas: Os que estão empenhados em atacar os adversários políticos de seus candidatos, e as empresas que fabricam notícias para ganhar dinheiro através de anúncios.

Há robôs virtuais que disseminam notícias falsas sobre candidatos ou publicidade nas redes sociais com informações difamatórias e perfis falsos.

Para identificar as “Fake News e evitar ser enganado, cheque a fonte da fonte, para verificar se o site original é confiável. Seja cético em relação a tudo e leia sobre os responsáveis pela publicação e sua reputação. Comece a prestar atenção se a matéria cita fontes idôneas. Evite os sites conhecidos por criar notícias sensacionalistas, e sempre leia a matéria completa. É também importante conferir se o endereço principal do site corresponde àquele que se está pesquisando. Muitas vezes os nomes são parecidos com aqueles que confiamos.  Erros de ortografia ou formatação, excesso de propagandas, a data de publicação da notícia, e a confiabilidade do autor também são aspectos importantes.

Se ler as notícias em toda parte, ainda que muitas falsas, possa ser divertido e até uma forma de lazer.  Compartilhar de uma maneira leviana pode causar muito transtorno, inclusive para você. Fique atento. Jogue limpo!

Fontes:
https://veja.abril.com.br/revista-veja/a-ameaca-das-fake-news/
https://www.apptuts.com.br/tutorial/redes-sociais/passos-para-identificar-fake-news/
https://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10007058
https://seuhistory.com/hoje-na-historia/orson-welles-causa-panico-ao-narrar-invasao-de-marcianos-no-radio

Patrícia Rati

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