O Sentido da Menopausa

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Fonte Imagem: Pixabay

A espécie humana compartilha com apenas outras quatro espécies uma particularidade intrigante: a menopausa. Afinal porque um animal deveria passar a metade de sua vida adulta sem ser capaz de se reproduzir?

Entre os primatas, por exemplo, as fêmeas continuam se reproduzindo até bem próximo da época de morrer.

Os animais que fazem parte do grupo da menopausa são a baleia beluga, o Narval, a orca e a baleia-piloto tropical, além de nós, humanos.

Para compreender o sentido da menopausa em termos evolutivos, um pesquisador da Universidade de Exeter Sam Ellis, lançou a hipótese de que uma espécie precisaria de uma razão para as fêmeas que não se reproduzem seguissem vivendo. Entre as orcas, isso se justificaria porque tanto as mães quanto as filhas permanecem juntas aos seus filhos e netos durante a vida toda. Desta forma se a matriarca segue reproduzindo vai competir com seus próprios descendentes por recursos como comida, por exemplo. E as orcas idosas com sua experiência ajudam o grupo a encontrar os melhores cardumes de salmões.

Darrem Croft, principal autor do trabalho publicado pela equipe da Universidade de Exeter na Current Biology, revela que as fêmeas mais velhas chegam à menopausa porque perdem a competição evolutiva com as próprias filhas. (Seus filhotes têm muito menos chances de sobreviver quando nascem na mesma época que os filhotes de suas filhas, nos últimos anos de sua vida reprodutiva.)

Em relação aos narvais e as belugas não se tem ainda acompanhamentos tão prolongados, mas em muitas baleias mortas dessas espécies foram encontrados ovários inativos. Os pesquisadores sugerem que devem ter estruturas familiares – os parentes próximos vivendo ao redor – semelhante ao das orcas.

Os responsáveis pelo trabalho estimam que nossos ancestrais deveriam ter as mesmas características, viverem em grupos, onde as mais velhas, embora não se reproduzissem continuavam contribuindo para a sobrevivência do grupo.

Fonte:
-https://brasil.elpais.com/brasil/2018/08/27/ciencia/1535367515_661219.html

Patrícia Rati

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