O Carrapato Estrela e a Febre Maculosa

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Foto: CDC/ Dr. Christopher Paddock/ James Gathany – Fonte: G1

O carrapato estrela, (Amblyomma cajennense), também conhecido como carrapato de cavalo ou rodoleiro, é o principal vetor da bactéria Rickettsia rickettsii, agente etiológico da febre maculosa. O carrapato estrela costuma parasitar cavalos, bois e capivaras. No Brasil, também são reconhecidos como vetores da febre maculosa o Amblyomma aureolatum – comum em cães) e o Amblyomma dibutatum – comum em capivaras.

Os carrapatos vivem de 18 a 36 meses e uma vez infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii, serão contaminantes durante toda a vida, inclusive de forma vertical, de uma geração para outra de carrapatos. Outra forma de infecção é através da cópula.

Para ocorrer a transmissão da bactéria, o carrapato precisa estar aderido à pele humana por pelo menos 4 horas. A picada do carrapato adulto e em função do seu tamanho são mais facilmente identificáveis, entretanto as formas mais jovens (larva e ninfa) são menores e sua picada é menos dolorosa, podendo passar desapercebida.

O período de incubação da febre maculosa é de 2 a 14 dias dependendo da quantidade de bactérias inoculada.  Os sintomas são inespecíficos a princípio, com febre, dor de cabeça e mal-estar, náuseas, como muitas outras doenças febris.

Ao redor do terceiro dia, 90% dos pacientes desenvolvem o rash cutâneo típico da febre maculosa. O tratamento com antibióticos específicos deve ser instituído assim que se confirmar o diagnóstico. A doença pode evoluir com alta gravidade, e comprometer rins, coração, fígado, pulmões e sistema nervoso, podendo levar à meningite, crises convulsivas e coma.

A taxa de mortalidade da febre maculosa sem tratamento é bastante alta.

Apesar de ser uma doença tipicamente rural, nos últimos anos o número de casos urbanos tem crescido.

Dois novos casos de febre maculosa estão sendo investigados em Divinópolis, nesta semana. Na cidade quatro outros casos foram confirmados. Alguns parques da cidade são considerados pontos de infestação do carrapato-estrela.

Medidas de prevenção e controle da doença vem sendo instaurados como o controle dos carrapatos e da população das capivaras, principal hospedeiro do aracnídeo.

Fontes:
http://www.saude.sp.gov.br/sucen-superintendencia-de-controle-de-endemias/programas/febre-maculosa/doenca
https://g1.globo.com/mg/centro-oeste/noticia/2018/09/10/dois-novos-casos-de-febre-maculosa-sao-investigados-em-divinopolis.ghtml
https://www.mdsaude.com/2015/09/doenca-do-carrapato.html
http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/post/carrapato-e-febre-maculosa-sinais-de-alerta.html

Patrícia Rati

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