Netflix para ler – e pensar

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O Instituto Moreira Salles – IMS Paulista, lançou uma plataforma à la Netflix de ensaios literários e entrevistas. Chama-se Artepensamento. São 315 ensaios de 124 autores diferentes — entre eles, Jorge Coli, Paulo Leminski, Celso Lafer, Eugênio Bucci, Maria Rita Kehl, Marilena Chaui e Francis Wolff. O site já está no ar – artepensamento.com.br. É de graça.

2.527 crônicas da era de ouro

Rubem Braga um dos maiores, senão o cronista-mor, em ilustração de Weberson Santiago

O Instituto Moreira Salles (IMS) e a Casa de Rui Barbosa se uniram para criar o Portal da Crônica Brasileira, que dá acesso a recortes de jornal e transcrições de textos de grandes cronistas do país, como Paulo Mendes Campos, Rachel de Queiroz, Rubem Braga, Antônio Maria, Clarice Lispector e Otto Lara Resende.

O portal entra no ar com 2.527 itens desses autores presentes nos acervos do IMS e da Casa de Rui Barbosa, as duas instituições responsáveis pelo projeto. O site será, segundo as instituições, continuamente alimentado com novos textos e autores. A Casa de Rui Barbosa detém ainda os recortes de Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes, e o IMS, os de Mário Quintana, que devem ser acrescentados em breve ao portal.

Os seis autores inicialmente reunidos fazem parte de uma geração que, nas décadas de 1950 e 1960, foi responsável pelo que ficou conhecido como a era de ouro da crônica. Também é grátis.

Reconhecimento oficial

literatura de cordel tornou-se patrimônio cultural do Brasil

Fonte: portal MEC

A literatura de cordel tornou-se patrimônio cultural do Brasil. A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – órgão colegiado de decisão máxima do instituto para as questões relativas ao patrimônio material e imaterial do país.

“O reconhecimento pelo Iphan era aguardado com ansiedade, porque a literatura de cordel alcançou um nível muito bom”, declarou a O Globo o presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), o cearense Gonçalo Ferreira da Silva, de 80 anos, com 300 cordéis e 30 livros publicados pela editora Ravelle. Fundada em 1988, por Gonçalo, a ABLC tem 40 acadêmicos e 27 “cordotecas” espalhadas pelo Brasil. Foi da entidade a iniciativa de pedir a proteção deste patrimônio nacional ao Iphan, em 2010. Segundo seu presidente, existem no país cerca de 60 cordelistas.

No ano passado, o Nexo pôs no ar um especial sobre os versos e traços do cordel e contou como essa literatura, com mais de um século de história, tem hoje seu fôlego renovado pela internet. Veja lá.

Moraes Moreira – Coincidentemente, Moraes Moreira foi buscar nas memórias de infância as melodias e a poesia dos autofalantes de praça ele nasceu em Ituaçu, Bahia, dos contadores de feira e dos repentistas do interior a inspiração para seu novo álbum, Ser Tão. “Há um tempo fiz esse mergulho no cordel, estudei a métrica, a rima, a contagem de sílabas. É necessário obedecer tudo, há muita complexidade. Era um estilo que já existia em minha música, mas era livre. Agora, entrei de cabeça nas regras, e isso fez evoluir minha poesia. É um retorno à raiz”, declara Moraes no press release.

Novo álbum tem nove músicas

Através de sua literatura de cordel, o artista revisita o Recôncavo , o samba de roda e outras sonoridades que remetem a suas origens. “Esse disco fala até do nascimento do cordel, que tem duas vertentes. Depois de ser tão livre, quis me prender um pouco às regras do gênero”, explica. Pelas nove músicas do álbum, Moraes homenageia Luiz Gonzaga (“O nordestino do século”), celebra o poeta inglês William Ernest Henley (“I am the captain of my soul”) e narra sua transformação “De cantor pra cantador”. Ouça trechos desse disco aqui. 

Há ainda uma entrevista que o autor deu ao Alta Fidelidade.

 

Theo Souza

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