Mil vezes boa noite – O filme

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Fonte Imagem: Adoro Cinema

Uma fotojornalista obstinada persegue e fotografa incansavelmente cenas de absoluta crueza, sem interferir na evolução dos eventos, nem mesmo diante de um ato terrorista. Ela vai até o fim. Neste filme do cineasta Erik Poppe, são abordadas questões delicadas. Até onde deve ir a denúncia e a exposição dos fatos das guerras e desde quando passa a ser exploração da miséria e sofrimento? Para que expor atos de violência? A fotógrafa não é capaz de conter sua compulsão em disparar a máquina, registrar tudo e mostrar ao mundo.

Por outro lado, o filme mostra todo o drama familiar da personagem. Ela tem duas filhas e o marido, professor, é quem cuida delas. Eles a veem correr riscos o tempo todo através da mídia e temem por ela. Muitas vezes nem mesmo têm certeza se continua viva.

E ela oscila entre a mulher engajada no trabalho tenso e a mãe/mulher relapsa.

Em uma cena belíssima, sua filha adolescente mostra a ela como é ser fotografada de forma abusiva.

É um filme intenso, muito sensível, com excelentes interpretações de Juliette Binoche, Coster-Waldau e Lauryn Canny.

Em nosso mundo moderno, com nossas vidas escancaradas e tão públicas, parece comum estarmos expostos às lentes de qualquer pessoa, quaisquer que sejam as circunstâncias. Diante de uma arma ou uma bomba terrorista, talvez seja mesmo melhor estar diante de uma prosaica câmera fotográfica.

Mas como explicar a atração da fotógrafa pela profissão tão desgastante e dramática que põe a perder todo o resto de sua vida?

Genero: Drama/ Filme de guerra
Direção: Erik Poppe
Cinematografia: John Christian Rosenlund
Produção: Finn Gjerdrum, Stein B. Kvae
Elenco:
Juliette Binoche: Rebecca
Nikolaj Coster Waldau: Marcus
Maria Doyle Kennedy: Theresa
Larry Mullen Jr.: Tom
Lauryn Canny: Steph

Patrícia Rati

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