As diferenças entre cornos e chifres

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Um tribunal na África do Sul decidiu anular a lei que proibia o comércio de chifres de rinocerontes.
Se, por um lado, os criadores comemoraram essa decisão, por outro lado, as organizações que lutam pela preservação dos animais se opuseram.
Leia aqui a matéria.
Entenda as diferenças entre cornos e chifres.

Fonte Imagem: © creativecommonsstockphotos | Dreamstime Stock Photos

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Estas estruturas chamadas de apêndices cranianos estão presentes e são bem visíveis em grandes ungulados – mamíferos com cascos. Acredita-se que têm função de defesa, reconhecimento e apresentação social e sexual, além de serem importantes nas disputas entre os machos por território e pelas fêmeas.

Os cornos são derivados do osso frontal do crânio. A parte externa do corno é feito de queratina (como se fosse uma unha) e cresce sobre esta base óssea. Tanto machos como fêmeas podem ter cornos. Estão presentes em bovinos, bubalinos, caprinos e ovinos.

Os cornos são simples e crescem continuadamente durante toda a vida do animal. Atividades de manejo muito conhecidas em rebanhos são a descorna e a mochação, que impedirão definitivamente o crescimento desta estrutura o que facilita no manejo, no transporte e reduz riscos de briga entre os indivíduos.

 

Fonte: © creativecommonsstockphotos | Dreamstime Stock Photos

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Já os chifres são encontrados nos machos da maioria dos cervídeos, mas também estão presentes nas fêmeas de renas e alguns caribus.

Os chifres não têm base óssea. Costumam ser ramificados e são recobertos por uma camada de pele altamente vascularizada, denominada veludo.  Os chifres costumam ser trocados naturalmente a cada ano. Esta troca ocorre quando o chifre está “maduro”. Há interrupção do suprimento sanguíneo do veludo, que morre e a estrutura toda cai, sendo acompanhada de nova camada de veludo e a formação de novo chifre.

Existem variações destes anexos tegumentares que fogem ao padrão. Nas girafas por exemplo, as estruturas presentes no topo de suas cabeças são revestidas por pele ao invés de queratina, mas são tipos de cornos, porque têm formação e constituição diferenciada.  São chamados ossícones. Seu crescimento não deriva do osso frontal, mas de um osso separado que se funde ao frontal durante o desenvolvimento.

Fonte: © creativecommonsstockphotos | Dreamstime Stock Photos

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Outra variação é a encontrada nos rinocerontes. Eles apresentam uma ou duas estruturas coniformes que se desenvolvem na linha média da região do nariz. Não há base óssea. São constituídas unicamente por pelos endurecidos e queratina.

As antilocarpas também possuem estruturas tipo corno, mas apresentam uma ramificação na ponta e o revestimento córneo de queratina cai anualmente, diferente dos outros animais que retêm esta estrutura permanentemente.

Fontes:
Colaboração da Dra Nárjara Veras, médica veterinária especialista em clínica médica e cirúrgica de animais silvestres e exóticos.
Tratado de Anatomia Veterinária, tradução da terceira edição americana.
Editora Elsevier. Autores K.M. Dyce, W.O. Sack e C.J.G. Wensing.
Páginas 352 e 353.

Patrícia Rati

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